17 de novembro de 2007

Grandes personagens da civilização e da história humana.


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16 de novembro de 2007

Vacilão

Pagou uma de bad boy com foto no Orkut, tirando onda na viatura da Polícia Civil de MG





Põe no paredão!

11 de novembro de 2007

A Última Ceia [em detalhes]

A Última Ceia (em italiano L'Ultima Cena e também Cenacolo), uma pintura de Leonardo da Vinci para seu protetor, o Duque Lodovico Sforza. Representa para alguns, a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos antes de ser preso e crucificado como descreve a Bíblia.

É um dos maiores bens conhecido e estimado do mundo. Ao contrário de muitas outras valiosas pinturas, nunca foi possuída particularmente porque não pode ser removida do seu local de origem já que está pintada sobre a parede do refeitório do convento.

O trabalho pode ser achado no convento de Santa Maria Delle Grazie em Milão. O Duque mandou construir para, entre outras coisas, servir de lugar para sepultar seus familiares. O tema era uma tradição para refeitórios, mas a interpretação de Leonardo deu maior realismo e profundidade ao lugar.

Leonardo da Vinci passou grande parte destes três anos dando atenção integral a esta pintura, o que era fato raro para um pintor versátil e do seu quilate.
Sofreu agressões ao longo do tempo desde a abertura de uma porta pelos padres até ao bombardeio aéreo na Segunda Guerra Mundial.



O site haltadefinizione.com criou pra você ver, A Última Ceia com uma resolução de mais de 16 bilhões de pixels (172.181 x 93.611 px), é isto mesmo que você leu, 16 bi de px. Com tal definição se pode ver detalhes como se estivesse realmente em frente à pintura. Vale dar uma passada por lá!

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8 de novembro de 2007

A saber

- Trezentas gramas (a grama pode ser de um pasto). Se você quer falar de peso, então é O grama: trezentOs gramas.
- Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade).
- Beneficiente (beneficente - lembre-se de Beneficência Portuguesa)
- O certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE, aquela janela do banheiro ou da cozinha.

Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e não "soando", pois quem "soa" é sino !
- A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar.
- O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.
- Homens dizem OBRIGADO e mulheres OBRIGADA.

- "FAZ dois anos que não o vejo“ e não “FAZEM dois anos”
- "HAVIA muitas pessoas no local" e não "HAVIAM”
- "PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...."(os verbos fazer e haver são impessoais!!)
- PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA (deixe isso para o Zé Dirceu)
- A PARTIR e não À PARTIR

- O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO.
- POR ISSO e não PORISSO (muito comum nas páginas de recado do orkut, junto com o AGENTE pode marcar algo... Se é um agente, ele pode ser secreto, aduaneiro, de viagens...) A GENTE = NÓS

- O certo é CUSPIR e não GOSPIR.
- HALL é RÓL não RAU, nem AU.
- Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, para mim comprar ou para mim comer...
(mim não conjuga verbo, apenas "eu, tu, eles, nós, vós, eles")

- Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (dó, ré, mi, etc.)
- As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM.
ROM é abreviatura de Read Only Memory (memória apenas para leitura).

Agora, explicações de algumas expressões que usamos e nem sempre sabemos de onde originou-se:
NAS COXAS
As primeiras telhas do Brasil eram feitas de argila moldada nas coxas dos escravos. Como os escravos variavam de tamanho e porte físicos, as telhas ficavam desiguais. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

VOTO DE MINERVA
Na Mitologia Grega, Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado de tê-la assassinado. No julgamento havia empate entre os jurados, cabendo à deusa Minerva, da Sabedoria, o voto decisivo. O réu foi absolvido, e Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária se chamava Joana. Como, fora dali, esses homens mandavam e desmandavam no país, a expressão casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam, como presente, uma única imagem de determinada santa, e, para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários apelaram à decisão de um burrico. Colocaram-no entre as duas paróquias e esperaram o animalzinho caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E o burrico caminhou direto para uma
delas...Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burrico, e conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

A VER NAVIOS
Dom Sebastião, jovem e querido rei de Portugal (sec XVI), desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. Provavelmente morreu, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por isso o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca, e era comum que pessoas subirem ao Alto de Santa Catarina, em Lisboa, na esperança de ver o Rei regressando à
Pátria. Como ele não regressou, o povo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS
Os portugueses tinham enorme dificuldade em entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Daí que não entender patavina, significa não entender nada.

DOURAR A PÍLULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas amargas em papel dourado para melhorar o aspecto do remedinho. A expressão dourar a pílula significa melhorar a aparência de algo ruim.

SEM EIRA NEM BEIRA
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Estar sem eira nem beira significa que a pessoa é pobre e não tem sustentáculo no raciocínio.

Vista esta camisa


7 de novembro de 2007

Linkin Park: Todas as músicas são iguais.

A notícia não é exatamente nova (em mais de um sentido), mas vale pela inusitada comprovação "científica": as músicas mais conhecidas do Linkin Park, quando analisadas pelo volume no computador, são praticamente todas iguais.

O blog de áudio Hometracked.com deu-se o trabalho de comparar as representações visuais das ondas sonoras de vários singles do Linkin Park, e o resultado é o que você vê abaixo: todas as músicas começam, aumentam, diminuem e têm um crescimento final proporcionalmente da mesma forma.



A similaridade, especula o blog, pode ser a chave para o contínuo sucesso comercial do grupo, que vendeu 3,3 milhões de cópias de seu último disco Minutes to Midnight.
Já os fãs do Linkin Park, que inevitavelmente postaram suas opiniões na página, defendem Mike Shinoda e cia. com o argumento que trata-se da eterna fórmula pop de intro-refrão-verso-refrão.

5 de novembro de 2007

Ndee Naldinho - By Blogger



Tamanho: 92,8 MB

01- Dia a dia de ladrão
02- Aquela mina é firmeza
03- Nunca é tarde pra viver
04- A elite
05- A perseguição
06- Mãe estou aqui
07- De quem é essa mulher
08- Liberdade de verdade
09- O 5º vigia
10- Nosso moleque (intro)
10.1- Nosso moleque
11- Conselho de mãe
12- O apocalipse
13- O som da favela
14- Pisou na bola BUM
15- Quero falar de amor
16- Uma canção pra ela

Baixar disco

27 de outubro de 2007

Perdeu o Rolex? Vá reclamar na mídia!

Por Fábio Reynol

Tudo começou num cruzamento do Itaim-Fonfom, na capital paulista. Os dois sócios do ramo de comércio de produtos ilegais trafegavam felizes e quase tranqüilos quando foram instigados pelo brilho no pulso de um passageiro de um veículo topo de linha. Como bons businessmen, avaliaram na hora o produto e agarraram a mão do sujeito e a oportunidade do negócio. Encostaram a moto assim que o carro do cliente parou no semáforo:

- Por gentileza – chamaram o dono do relógio – o senhor não estaria interessado em trocar esse seu magnífico e caro relógio de pulso pela sua vida?

- Como não, meus senhores. Ei-lô aqui – respondeu o rapaz, quase satisfeito por trocar um Rolex de dez mil reais pelo direito de continuar vivendo e apresentando programas aos sábados à tarde.

Essa seria mais uma dentre milhares de transações criminosas na maior cidade do Brasil, não fosse o fato de o dono do humilde relógio ser um apresentador de TV famoso casado com uma também famosa apresentadora e pai de quase dois famosinhos ainda não-apresentadores. O caso foi parar nos jornais porque o apresentador disse que o relógio fora presente da apresentadora, a quem ele chamava de “meu bem” (a apresentadora, não o relógio, apesar de este ser inegavelmente um bem).

O bem subtraído (e não aquele com que se casou) virou moeda forte no mercado clandestino do pó, ajudando a movimentar o maior PIB municipal do Brasil. O apresentador voltou ao camarim onde recebeu cartas solidárias de todo o país e a promessa de que ganharia outro relógio idêntico, pois não seria por meros dez mil que ele deixaria de ver as horas. Mas àquela altura o angu já estava quente, a comoção popular foi às ruas exigir uma resposta das autoridades.

Vários outros proprietários de Rolex roubados se juntaram para fundar uma associação. A eles se uniram o Clube dos Abonados com Cartiers Furtados e a Fundação das Vítimas de Montblancs Desaparecidas. Não demorou muito para o movimento agregar os Ex-proprietários de Calotas de Jaguars Roubadas e os integrantes da DNDD (Donos de Nikes Deixados Descalços). A alta sociedade logo percebeu que se não fizesse algo, ela continuaria sendo assaltada tal qual a patuléia. Uma inaceitável falta de respeito com aqueles que consomem todo o caviar Beluga e todas as garrafas de Chateau Le Pin importados pelo país.

Pressionado, o governo decidiu agir. Assim nasceu a primeira Delegacia Especializada em Operações contra Roubo de Abonados (DEORABO). Ao contrário das demais delegacias que não têm dinheiro nem para o cafezinho, na DEORABO a vítima presta depoimento tomando um pró-seco italiano e petiscando um legítimo foigrois francês. Na DEORABO os milionários são atendidos por outros endinheirados, os únicos que sabem o que é perder um Rolex de dez mil reais, uma caneta Montblanc de 50 mil dólares ou um par de chinelos de 80 mil. Perdeu sua LandRover de 400 mil e não quer prestar queixa entre os que perderam um fusquinha? DEORABO. Ficou sem a tela de plasma de 55 polegadas do iate? DEORABO. Um catamarã fechou o seu jetsky em Angra? DEORABO. Graças a essa maravilhosa iniciativa, o cidadão comum brasileiro e assaltado pelo bandido e pelo governo pode aconselhar o milionário que choraminga na mídia a perda do Rolex querido: “DEORABO”!
Nelson Ned visita boxes da Ferrari no GP Brasil.

Pagando com outra moeda

26 de outubro de 2007

Questão de escolha

O debate suscitado pelo filme Tropa de Elite ocorre porque ele mostra de forma relativamente realista a vida e as escolhas daqueles que vivem na encruzilhada entre dois sistemas éticos. De um lado, neste ringue de pesos-pesados, está a ética clássica, de origem judaico-cristã, que orienta as ações da imensa maioria da população. Do outro, a ética moderna, que orienta os textos legais.

Pela ética clássica, o dever de auxiliar o próximo é diretamente proporcional à proximidade, ou seja: tem-se mais dever de ajudar o irmão que o primo, e o primo que um ilustre desconhecido. Na ética moderna, vale o princípio da impessoalidade, e seria errado tratar diferentemente o irmão, o primo e o desconhecido. Na ética clássica, o incesto é crime, mas a pirataria de CDs não o é; na moderna, o incesto não é crime, mas quem copia Tropa de Elite é um criminoso.

A Polícia Militar, que prende quem agiu contra a ética clássica e o conduz ao mundo da ética moderna, encarnada no Direito, é quem mais sofre conflitos éticos. O segundo lugar é dos delegados de polícia – para quem a PM leva o criminoso preso – que têm a difícil missão de tipificar o crime, ou seja, verificar qual lei o sujeito teria violado.

O problema maior de ambos é que a população não quer ver o criminoso preso por ele ter violado a lei positiva – o Código Penal ou a Lei das Contravenções –, mas por ter ele violado as regras moldadas pela ética clássica. Assim, quando um ladrão age no bairro, a população quer que a polícia o prenda porque “ele roubou”. A PM o prende e é aplaudida. Ao chegar na delegacia, compete ao delegado tipificar o “roubo”, que passa a ser “furto” (pela lei, se não houve “ameaça ou violência à pessoa” não é roubo) ou “furto qualificado” (se o sujeito quebrou a janela, arrombou a porta ou pulou o muro para entrar). Já virou outra coisa.

A polícia, porém, só é aplaudida por levar à punição quem agiu contra o código ético clássico, não quem violou a ética moderna tal como expressa na lei. A prova disso é a indignação da população diante de prisões de camelôs ou de solturas legais de criminosos. Para piorar a situação das polícias, a lei brasileira tem mais furos que um queijo suíço. Desconfio seriamente de que sejam furos propositais, feitos para que os “bacanas” possam, com o inefável auxílio de um bom advogado, escapar de passar uma noite que seja atrás das grades. O ladrão do nosso exemplo dificilmente passará mais que uma noite na cadeia, por ser o furto um crime de menor potencial ofensivo, por ser ele réu primário, etc.

Quando a lei foi feita, porém, não se a concebeu para que fosse aplicada a este ladrão. Na década de 40 – de quando datam os códigos, em sua maior parte – a pena real aplicada ao ladrão, a pena que iria saciar a sede de Justiça da população orientada pela ética clássica, não era a cadeia, mas a surra que o ladrão levaria da polícia. O coitado seria levado para um canto qualquer e surrado sem dó nem piedade. Isto o faria temer a polícia, e daria à vítima do roubo a satisfação de sabê-lo punido. E daí, pensava a população, se esta punição é paralegal? E daí se esta surra não estava contida nos códigos? “O ladrão mereceu”, “ele estava procurando”.

Hoje, com o avanço da luta pelos Direitos Humanos, diminuiu tremendamente o número de covardias do gênero. Não mudou, contudo, a lei. O mesmo ladrão, hoje, chega à delegacia rindo e ridicularizando os policiais que o prenderam: ele sabe que no dia seguinte estará solto, e sabe que se encostarem um dedo nele os policiais terão problemas sérios. Isto coloca os policiais, especialmente a PM, em uma situação extremamente difícil: forçados a agir de acordo com uma lei que foi feita para que ninguém fique preso, o apoio popular a sua ação depende, contudo, de que seja saciada uma sede de justiça que se orienta por outro código que não o da lei. É daí que vêm os abusos, é daí que vem a atitude de apoio generalizado da população à brutalidade policial escancarada da Tropa de Elite. Se a polícia não bate, o ladrão ri dela e da população. Se ela bate, os movimentos de Direitos Humanos asseguram a punição dos envolvidos.

Surras em delegacias, covardias contra presos e execuções sumárias disfarçadas de “autos de resistência” têm como origem uma legislação de execução penal que não corresponde aos anseios de justiça da população. Enquanto não houver uma reforma nos códigos, adequando-os a esta visão de justiça, a impunidade dos criminosos e o abuso de força da polícia continuarão seu medonho cabo-de-guerra.

Carlos Ramalhete é professor de Filosofia e presidente da ONG HSJ, dedicada à preservação da cultura brasileira.